quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O sonho de qualquer mulher

O sonho de qualquer jovem normal é o de encontrar o amor da sua vida. Depois daí seguem-se os sonhos habituais, casar  e ter filhos e serão felizes para sempre…
Eu não era diferente…
Sempre fui vivida. Aos 18 tirei a carta, fui trabalhar, comprei carro. Entrei para a universidade, mudei de carro, de emprego e mudava de namorado também. E tive mil namorados. Não tantos mas muitos… Ganhei estaleca e sempre me fiz à vida para pagar os estudos, as prestações, as roupas, as saídas.
Tenho muito orgulho nisso tudo que se deveu apenas ao facto dos meus pais não me poderem financeiramente ajudar.
Eis que estou a chegar aos 30, Janeiro de 2010…
Depois de mais uma amizade colorida, ando à deriva… Divido casa com um colega, mas estou a ver os apartamentos na minha cidade. Não tenho ninguém, mas estou decidida e vou comprar sozinha.
Tenho o meu emprego estável, um bom grupo de amigos e como gosto muito das novas tecnologias, volto e meia vou conhecendo homens – potenciais namorados [leia-se].
Tive várias desilusões. Desde os 18 anos que tenho internet e já levava então nesta altura 12 anos de experiência de conhecer pessoas através da internet. Estava PRO. Já sabia quando uma relação podia dar certo ou não. Sem certezas, claro. Mas quando eu achava que não ia dar certo, nem sequer chegava a sair de casa para ir conhecer essa pessoa. Não valia a pena.

E foi através da internet que conheci o amor da minha vida. Vi-o uma vez a tocar numa banda de um conhecido meu. Não demorei muito tempo a encontrá-lo no HI5 e a pedir para ser sua amiga. Achava-o parecido com o David Charvette. Meu deus, aqueles olhos deixam qualquer mulher perdida. Pouco tempo passou, ele aceitou-me como amiga e deu-me o email. E começamos a falar por msn. Trocámos nºs de telemóvel e choviam dezenas de mensagens por noite. Só através de mensagens, descobrimos quase tudo um do outro e mesmo assim aquilo continuava bastante interessante. Talvez nem duas semanas se tivessem passado e ele envia-me uma mensagem: Queres almoçar comigo sábado? Era quinta-feira, fiquei felícissima da vida.
Nunca tinha ouvido a voz dele mas sabia quase tudo sobre ele. Quase tudo, pensava eu…
Nesta fase, ele sempre me pareceu uma pessoa muito normal. Aliás nas mensagens, hoje em dia, é onde ele me parece mais normal... Vou explicar melhor, parece-me uma pessoa com conversas comuns, conversas que qualquer pessoa poderia ter, se… não tivesse Asperger.

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